No aeroporto de Montréal parecia que tinha vindo da Parvónia. É extraordinária a diferença dos aeroportos europeus, mesmo de Heathrow ou do Charles de Gaulle. A fila para passar nos pontos de verificação dos passaportes era impressionante. Entretanto, aqui euzinha tive que lidar com o problema que nos assola a todos, estudantes de doutoramento. Na caixinha "O que raio veio cá fazer??", põe-se "work" ou "study"?
Pois bem, eu pus study e depois disse no balcãozinho que vinha para a universidade como visiting researcher. E assim ganhei uma viagem ao gabinete da imigração. Não sei como é que é em Portugal (há pessoas a ler isto que devem ter uma ideia, hehehe), mas somos postos numa sala de espera onde se apanha uma seca monumental e nos faz sentir como refugiados. Depois de uns belos 40 minutos de seca, lá me chamaram para dizer que eu devia ter uma work permit (aí arrependi-me não levar o email da embaixada do Canadá em Paris que dizia que não), só que como era menos de 6 meses e tal, eles deixavam-me entrar como visitor.
Quando cheguei ao tapete, as minhas malinhas andavam lá sozinhas e abandonadas, só com mais uma ou duas companheiras, provavelmente de pessoal que estava também na imigração... Ao sair da zona das bagagens para as chegadas não encontrei o director do centro que me ia buscar... e continuei sem encontrar. Esperei até quase às 20h (cerca de uma hora) e depois acabei por apanhar um taxi para casa, não aguentava mais!
Como consegui telefonar ao Binoy (o meu flatmate), correu bem. Cheguei a casa, mandei um email a dizer que estava viva a quem me tinha ido buscar (que graças a uma divisão de dimensões esteve no mesmo sítio que eu, mas não nos vimos...), e fomos ao subway que felizmente tem uma entrada a partir do prédio. A seguir jantámos a ver Buffys, hehehe. Qualidade de vida amigos, qualidade de vida.
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