Bem, a primeira semana a sério exige sempre o seu quê de adaptação. Teve os seus momentos bons, especialmente os de socialização, mas também o seu quê de stress. Tenho que admitir que quando a semana acabou bem que gostaria de estar em Portugal e poder ir beber um copo ao Indie...
Segunda-feira foi o meu primeiro dia na universidade - Université du Québec à Montréal, para os mais distraídos ou menos cientes de todos os meus passos. Após um almoço muito simpático com o director do CIRST, fui visitar o gabinete que passarei a chamar de semi-meu. Partilho com um professor que eventualmente acabei por conhecer com o passar da semana. Muito simpático e calminho, felizmente não é do género de estar pendurado ao telefone. Tornei-me igualmente fiel possuidora de um cartão de biblioteca da UQAM. Contudo, estas duas coisas - tão desprovidas de caos e complicações - vir-se-iam a revelar excepções na forma de funcionamento da Universidade. Para meu próprio interesse querem dar-me o estatuto de estagiária de investigação, só que para ter isso preciso de uma data de papelada que é muito exasperante tratar a partir de cá... Mania de serem certinhos, que saudades das portas do cavalo portuguesas!
Certificado de nascimento - uma salva de palmas para o portal do cidadão. Consegui pedir (e em formato internacional, sem necessidade de tradução no consulado), pagar e que chegasse a casa da minha mãezinha, onde então o meu irmão scanou e me enviou, tudo em menos de uma semana. Vou morder a língua a próxima vez que falar mal do plano tecnológico :P
Seguro de saúde - bem ando às voltas com as seguradoras. Poderia haver a hipótese de fazer um canadiano, mas a verdade é que eu não tenho nenhum seguro de saúde e bem recentemente até me fez falta. Além disso, como jovem cosmopolita que sou, ter um seguro português com extensão ao estrangeiro parece-me uma ideia muito previdente... Logo eu e a Multicare andamos em conversações (a única seguradora que encontrei com este serviço).
Permissão de trabalho - ora bem, e aqui é que o verdadeiro divertimento começa. Conseguir entender todo o jargão e letras miúdas dos formulários, tentar ligar mas estar impedido, não conseguir falar com uma pessoa de facto porque só nos atende uma máquina, dúvida se além de um pedido à imigração canadiana ainda teria que fazer um prévio ao governo regional do Canadá, enfim... um sem mundo de alegria! Hoje fiquei a saber que aqui no Québec se é Portugal que me paga, eles estão-se a borrifar para o que faço ou deixo de fazer. Menos uma candidatura e formulário. Quarta espero ter os papéis todos para enviar para a imigração canadiana. A piada da coisa é quando receber a resposta devo estar quase a ir embora...
Boas Vibrações, tudo irá correr pelo melhor!:) Bjocas
ResponderEliminarAi ai, cadê a boa emigração que se pratica na parte de trás de um camião, através de fronteiras mal-vigiadas e com aquele gostinho da surpresa de não se saber exactamente se se vai para França, Lichtenstein ou para o Cazaquistão... Fazer o quê sabe-se, ganhar mais cinco tostões por trabalhos que não fariamos cá...
ResponderEliminarAh, pera, estás lá a estudar. Vai trabalhar malandra!
Não te preocupes, vou eu ao Indie e peço para congelarem um copo em tua honra, que tal? :P
ResponderEliminarMas pensa positivo, o k estás a fazer é uma reciclagem à tua forma de olhar a burocracia! Assim quando voltares, mal vais poder esperar por estar nas filas das lojas do cidadão e outras que tais! *wut*wut*
Lol! 3 urras à Loja do Cidadão! E mais 3 ao Plano Tecnológico! Anyhoo... Sair de Portugal agora, só se fosse para as Maldivas e, nesse caso, até nem me importava de ir ganhar mais cinco tostões por trabalhos que não faria cá. Mas - helas! - não tenho propostas das Maldivas... Uma verdadeira tristeza que me escurece o coração. Solução facilmente encontrada onde? Onde? Pois, numa jola do Indie!
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