Depois fui para Grande Bibliothèque de Montréal trabalhar (onde estive também hoje). É um edifício recente, considerado state-of-art em termos de arquitectura e como biblioteca. Os senhores da Wikimedia Commons têm a seguinte foto:

Na verdade é um espaço magnífico para trabalhar. Não só porque é lindíssimo, mas como verdadeiramente funcional. É mesmo pensado para ser vivido, há imensos sofás para as pessoas se instalarem a ler junto às janelas. Há depois zonas para trabalhar ao computador, umas entre as estantes, as tradicionais mesas com luz por cima, e outras que parecem uma espécie de auditório, em escada (fez-me lembrar a Casa da Música do Porto Ju!). Consegui fazer uma quantidade de trabalho impressionável, foi muito bom. Como tem ligação pelo nível do metro ao polo universitário, é muito fácil ir lá.
Os sem-abrigo habitam-na bastante. Ok, o frio ajuda, mas é interessante pensar que um espaço destes é aproveitado dessa forma. Sim, porque ao pé da zona do pólo da UQAM onde estou há muitos sem-abrigo e é comum encontrar-los na zona do metro. Homens quase todos, meia-idade. Não é o choque de Inglaterra, não são jovens entre a adolescência e a jovem idade adulta. Mas impressiona serem bastantes.
Aqui o nível de vida parece-me ser bastante aceitável para uma parte substantiva da população. Falava com a Camila como isso pode estar por trás do único traço cultural que me surpreendeu mais: são um pouco independentes demais. Não é que sejam egoístas ou antipáticos, mas reagem com alguma surpressa e estranheza a uma coisa tão simples como pagares um café ou partilhares o jantar que cozinhaste. Acho que há um bocadinho menos de hábito de partilha, um pouco mais de egocentrismo. Mesmo que eu não me possa queixar de não me ajudarem ou de não se esforçarem para me fazer sentir bem, é nas pequenas coisas que, bom, há uma diferença. A verdade é que nós (ou seja, o colectivo conhecido pela minha família e amigos) também somos talvez até um pouco mais comunitários que muito bom tuga e isso faz com que sinta mais esta característica cultural divergente...
Hei. No último parágrafo descreveste... Oslo! :)
ResponderEliminarEssa gente não sabe, portanto, o significado de jantares a 1,50 euros... ;0)
ResponderEliminarAcho isto tudo muito interessante!
ResponderEliminarPosto isto, para quando uma descrição das casas de strip? E preços do alcoól, tabaco, armas de fogo e bonecas insufláveis? Enfim, é preciso abordarmos estas questões (as importantes) também! :P
Só para ti vou fazer um post só só sobre os peep-shows de Montréal :P
ResponderEliminarContinuo à espera de uma bola de neve esborrachada em algum lado. Hmpf.
ResponderEliminarFui ver as fotos como sugeriste... Amei as escadas ;) E a Patkau Architects tem outros proejctos mt interessantes!
ResponderEliminarbeijos